O elo entre os ecossistemas sulinos e a Política Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa
Rede Sul participa do processo de implementação do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa após contribuir para a sua atualização na comissão nacional dedicada ao tema
2/2/2026
Colaboradora da Comissão Nacional para a Recuperação de Vegetação Nativa (Conaveg) desde 2023 e integrante permanente a partir de 2025, a Rede Sul vem contribuindo atualmente para a implementação do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), instrumento do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) para fomentar a restauração ecológica no país e alcançar a meta estabelecida pelo Acordo de Paris de 12 milhões de hectares recuperados até 2030.
A criação dos núcleos de Monitoramento e Avaliação (NMA) e o Articulação Territorial (NAT), e o mapeamento de áreas prioritárias para recuperação da vegetação nativa foram algumas das pautas debatidas nas últimas reuniões da Comissão, que deverá acelerar a implementação das estratégias de ação ao longo de 2026.
Essa é a segunda etapa do processo de concretização da Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg), que ganhou novo impulso desde o início da gestão de Marina Silva no MMA. A primeira, a atualização do Planaveg, também contou com a participação ativa da Rede Sul tanto nas reuniões da Conaveg, em que é representada por sua coordenadora, Ana Rovedder, quanto nas discussões realizadas nas três Câmaras Consultivas Temáticas (CCTs) – de inteligência espacial e monitoramento, economia da recuperação e arranjos de implementação -, nas quais atuam outros integrantes do coletivo.
“A presença das redes biomáticas permitiu que esse debate fosse muito mais qualificado e abrangente, atendendo a situações, biomas, ecossistemas e cenários de desenvolvimento da restauração ecológica distintos existentes no Brasil. Na Região Sul, por exemplo, estamos bem atrasados. Abordamos a realidade regional de cada bioma e trouxemos aspectos pontuais, entre os quais a restauração em ambientes não florestais, como os campos nativos do Pampa, e a flexibilização da Lei Nacional de Sementes e Mudas, que dificulta a comercialização de sementes nativas”, conta Leonado Urruth, que representou a Rede Sul na CCT de arranjos de implementação do Planaveg.
Segundo Urruth, a presença na Conaveg e a atuação direta na elaboração e implementação do Planaveg dão à Rede protagonismo na articulação de atores da restauração ecológica na Região Sul e trazem também a necessidade de transformar esse trabalho em dividendos para os atores no território.
“Eu e muitos colegas concordamos que a Rede conseguiu, em seus poucos anos de existência desde 2021, ocupar espaços importantes e que, agora, é o momento de trazer essa relevância de volta para dentro do território, para a comunidade. É uma prioridade nossa para 2026 e a coordenação do coletivo vem trabalhando para isso”, conclui.