Rede Sul ganhará planejamento estratégico
Ferramenta de gestão vem sendo elaborada por grupo de trabalho e vai revisitar a identidade e objetivos do coletivo, além de reestruturar sua coordenação e elaborar seu regimento interno
2/2/2026
O que é a Rede Sul de Restauração Ecológica? Quais são os seus objetivos? De que forma ela pretende alcançá-los? Manter a clareza sobre essas e outras respostas à medida que a organização cresce e se desenvolve é a proposta do Planejamento Estratégico da Rede Sul, que vem sendo construído desde outubro de 2025 por um Grupo de Trabalho (GT) composto por 12 integrantes do coletivo, com a colaboração de Eduardo Hermes Silva, consultor contratado.
A elaboração da ferramenta de gestão faz parte do conjunto de iniciativas desencadeadas nos últimos meses para o fortalecimento da governança e da comunicação da Rede, apoiadas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
“O planejamento estratégico vai nos permitir definir objetivos claros para a Rede e estabelecer metas e ações para atingi-los. Ele orienta decisões importantes. Possibilita priorizar recursos e atividades a serem desenvolvidas com base na missão, na visão e nos valores da Rede. É um trabalho de cooperação que vai nos ajudar a integrar a Região Sul de fato à prática da restauração ecológica”, explica Josy Matos, que vem participando de diversos processos do coletivo.
O Plano está dividido em 2 partes. O Componente Estratégico apresentará definições novas ou atualizadas de identidade, missão, visão, valores, pilares e objetivos, além de estratégias de ação para alcançar suas metas. Já o Componente Normativo deverá rever a estrutura organizacional do coletivo e estabelecer o seu regimento interno.
Entre as novidades está, por exemplo, a proposta de adoção de princípios como a inclusão, a justiça climática e a segurança hídrica/alimentar nas descrições de missão e visão da Rede Sul. A mudança busca reconhecer, entre outros, a necessidade de diálogo com diferentes culturas e ancestralidades, bem como com formas plurais de produção e economias da sociobiodiversidade.
Já a coordenação da Rede deverá ter sua estrutura ampliada para garantir maior representatividade e escala em sua atuação. Uma das ideias é transformar o Comitê Executivo em um Conselho e aumentar também o número de integrantes do Grupo de Apoio Técnico, que passaria a gerir grupos de trabalho criados com finalidades específicas. A adoção de mecanismos que garantam representatividade e equidade na formação dos grupos também está em pauta.
Elaborado de forma colaborativa, o Plano passará ainda por mais duas rodadas de construção: uma dentro do GT de Planejamento Estratégico e outra aberta a qualquer membro da Rede Sul. Depois delas, seguirá para apreciação no Encontro Presencial do coletivo, evento que ocorrerá entre os dias 17 e 19 de março.
“O Encontro será uma oportunidade de reunir os diferentes setores da Rede, pessoas interessadas na restauração para dialogar, compartilhar experiências e pensar estratégias para a restauração ecológica nos três estados da Região Sul. Integração é a palavra fundamental, que nos fortalece como Rede”, conclui Josy.